CDB, LCI ou poupança: onde seu dinheiro rende mais em 2025

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Este artigo tem um objetivo claro: comparar CDB, LCI e poupança para responder, de forma direta, onde seu dinheiro tende a render mais em 2025.

Com juros altos, pequenas diferenças de taxa e imposto mudam muito o resultado final. Em uma simulação com Selic em 15% ao ano, por exemplo, a poupança renderia cerca de R$ 1.083.817,42 em 1 ano e R$ 1.174.660,20 em 2 anos sobre R$ 1 milhão.

A comparação aqui vai considerar o rendimento líquido após IR e taxas, além do prazo e da liquidez. Também vamos usar uma régua com Tesouro Direto para contextualizar os números.

Vale lembrar que a poupança segue popular pela praticidade, mas costuma perder para alternativas de renda fixa atreladas ao CDI. Este conteúdo é informacional: a escolha depende dos objetivos do investidor e do nível de risco aceito.

Por que comparar CDB, LCI e poupança em 2025 (e o que muda com a taxa Selic)

Quando a taxa básica sobe, o impacto nas opções de renda fixa fica claro e imediato. Com a expectativa da taxa Selic em 15% ao ano, produtos atrelados ao CDI tendem a oferecer ganhos bem melhores que em ciclos de juros baixos.

Selic, CDI e efeito nos rendimentos

A Selic funciona como referência para o mercado. Ela puxa o CDI, que por sua vez orienta a remuneração de muitos certificados bancários e contas que pagam percentuais do CDI.

Ou seja: quando a Selic permanece alta, esses investimentos “andam junto” e a taxa oferecida costuma subir. Isso torna a comparação especialmente relevante neste ano.

Inflação e poder de compra

Ganhar no número absoluto não garante ganho real. A inflação corrói o poder de compra; por isso é preciso separar retorno nominal do retorno real (já descontada a inflação).

Antes de decidir, avalie prazo, IR, liquidez e carência. Nas próximas seções vamos ver regras e simulações para concluir qual alternativa compensa conforme o objetivo.

Como funciona o rendimento da poupança hoje e por que ela costuma perder para a renda fixa

A caderneta segue uma regra fixa: em cenários de Selic alta, paga 0,5% ao mês mais TR. Isso gera um teto claro para o rendimento e facilita o entendimento do investidor.

Regra de remuneração: 0,5% ao mês + TR

Na prática, 0,5% ao mês corresponde a cerca de 6,17% ao ano, sem contar TR. Esse percentual limita o ganho quando outros produtos acompanham o CDI.

Segurança e comodidade

A principal vantagem é a simplicidade. Qualquer pessoa acessa o valor pelo banco com facilidade.

Há também percepção de segurança e liquidez imediata, fatores que mantêm muitos recursos nela.

O risco invisível: perder para a inflação

Mesmo sem volatilidade diária, o risco é perder poder de compra. Em 2021, a caderneta rendeu 2,94% no ano contra inflação de 10,06%, ou seja, retorno real negativo.

Para quem prioriza praticidade, essa opção pode fazer sentido, mas sempre vale comparar o rendimento líquido com alternativas que seguem o CDI antes de decidir.

O que é CDB (Certificado de Depósito Bancário) e como ele rende na prática

Um certificado bancário é a forma mais direta de emprestar dinheiro a uma instituição financeira em troca de juros. Você faz a aplicação e o banco usa esse recurso para suas operações.

Na prática, muitos títulos são pós-fixados e atrelados ao CDI. Como o CDI acompanha a Selic de perto, um CDB indexado a 100% do CDI costuma subir quando a taxa básica aumenta. Isso faz do produto uma opção de renda fixa que reage ao ciclo de juros.

CDB atrelado ao CDI: por que acompanha a taxa básica de juros

O CDI reflete o custo do dinheiro entre instituições. Quando a Selic sobe, o CDI também sobe, e o rendimento do título pós-fixado segue essa variação.

Tipos de CDB: pós-fixado, prefixado e híbrido

Existem três tipos principais: pós-fixado (percentual do CDI), prefixado (taxa fixa) e híbrido (ex.: IPCA + taxa). Cada tipo atende um perfil distinto de investidor e objetivo.

Imposto de Renda no CDB: tabela regressiva

O imposto renda é cobrado conforme o prazo: 22,5% até 180 dias; 20% até 360 dias; 17,5% até 720 dias; 15% acima de 720 dias. Prazo maior reduz a alíquota e melhora o retorno líquido.

Liquidez: diária vs. vencimento

Alguns títulos oferecem liquidez diária e servem bem como reserva de emergência, embora paguem taxas menores. Outros exigem ficar até o vencimento, compensando com taxas maiores.

Ao escolher, compare instituição, prazo e cobertura do FGC. Quem busca previsibilidade e retorno atrelado ao CDI costuma avaliar esse título lado a lado com outros instrumentos de renda fixa.

O que é LCI e por que a isenção de IR pode turbinar a rentabilidade

A LCI é um título que direciona recursos ao setor imobiliário e traz vantagens fiscais para pessoas físicas. Funciona como um investimento de renda fixa que financia projetos e empreendimentos no mercado.

Como ela financia o mercado imobiliário

Ao comprar o título, o investidor empresta dinheiro para construtoras e incorporadoras. Essas entidades usam o capital em obras, lotes ou créditos imobiliários.

Isenção de Imposto de Renda: quando compensa

O grande diferencial é a isenção do imposto renda para pessoa física. Isso melhora a rentabilidade líquida frente a títulos tributados, especialmente em prazos curtos e médios.

Por exemplo, uma LCI/LCA que paga 85% do CDI pode superar um título tributado dependendo da alíquota que o outro produto sofreria.

Prazos e carência: o que observar antes de aplicar

LCIs costumam ter carência e vencimento fixos; resgate antecipado nem sempre é possível. Verifique a taxa (% do CDI ou prefixada), o prazo da aplicação e a instituição emissora.

Também confirme a cobertura do FGC (até R$ 250 mil por CPF por instituição) antes de decidir. Na próxima seção faremos simulações para comparar resultados em cenários concretos.

CDB LCI poupança onde rende mais 2025: comparação direta com Selic alta

Abaixo seguem simulações com Selic em 15% como cenário de referência. Os valores mostram o montante final sobre R$1 milhão em 1 e 2 anos. A metodologia considera rendimento bruto ligado ao CDI, isenção para LCI/LCA e IR regressivo para títulos tributados.

Simulação com Selic em 15%: quanto rende em 1 ano

Resultados para 1 ano: poupança R$1.083.817,42; título a 100% do CDI (com IR) R$1.122.925,00; LCI/LCA 85% do CDI (isento) R$1.126.650,00.

Ranking curto: LCI/LCA (85% CDI) lidera por um fio, seguida do CDB 100% CDI e depois a poupança.

Simulação com Selic em 15%: quanto rende em 2 anos

Em 2 anos: poupança R$1.174.660,20; CDB 100% CDI (com IR regressivo) R$1.272.170,85; LCI/LCA 85% CDI R$1.269.340,22.

A queda da alíquota de IR no prazo favorece o título tributado, que passa à frente por pequena margem.

Leitura rápida dos números

Conclusão prática: prazos curtos podem favorecer isenção bem paga; prazos mais longos beneficiam o produto tributado por causa da tabela regressiva do IR.

Alerta: taxas oferecidas variam entre instituições; essa simulação é referência e não garantia de retorno.

Impostos, taxas e “pegadinhas” que mudam o ranking de rentabilidade

Nem sempre a melhor taxa bruta significa maior ganho no bolso. Ao comparar produtos, o que importa é o retorno líquido após imposto renda e tarifas.

IR na renda fixa e o efeito do prazo

A tabela regressiva do IR reduz a alíquota com o tempo: 22,5% até 180 dias; 20% de 181 a 360; 17,5% de 361 a 720; e 15% acima de 720 dias. Esse calendário muda decisões entre alternativas tributadas e isentas.

Isenção vs tributação: como comparar retorno líquido

Para comparar corretamente, transforme a oferta isenta em uma taxa equivalente tributada. Calcule o rendimento líquido do título tributado e compare com o produto isento. Assim você evita confundir taxa aparente com rentabilidade real.

Taxas e pegadinhas a checar

Atente para custos extras: taxa de custódia (ex.: Tesouro), corretagem e spreads embutidos na oferta do banco. Verifique carência, liquidez e limites por saldo. Promoções temporárias podem acabar e reduzir a possibilidade de ganho.

Checklist rápido: indexador (CDI/Selic/IPCA), percentual contratado, prazo, liquidez, impostos e instituição emissora. Só assim a comparação no mercado vira decisão segura.

Risco e segurança: FGC, limite de 250 mil e como diversificar emissores

Proteger o capital exige entender limites legais e o funcionamento da garantia em casos de falência. Mesmo investimentos de renda fixa têm risco, por isso é importante combinar segurança com estratégia.

Como funciona o Fundo Garantidor de Créditos na prática

O fundo garantidor cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Isso vale para principal + juros acumulados.

Se o banco falir, o FGC pode reembolsar o investidor dentro desse limite. Ainda assim, há prazos para receber o valor.

O que significa o teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos

Além do limite por instituição, existe um teto agregado de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Isso afeta quem concentra grandes valores em poucos emissores.

O teto reduz a exposição do investidor e exige planejamento sobre como alocar o valor entre instituições.

Estratégias simples para reduzir risco sem abrir mão do CDI

Divida aportes entre bancos diferentes para manter cobertura do FGC. Prefira instituições conhecidas e, quando possível, cheque ratings.

Use títulos pós-fixados distribuídos entre emissores para continuar seguindo o CDI e reduzir risco bancário. Lembre que Tesouro Direto não tem FGC, mas tem a garantia do Tesouro Nacional, uma alternativa de segurança.

Liquidez e prazo: qual investimento faz sentido para curto, médio e longo prazo

Escolher o prazo certo é tão importante quanto escolher a taxa. A definição de liquidez diz quanto tempo você precisa deixar o dinheiro aplicado antes de resgatá-lo.

Reserva de emergência: quando liquidez diária pesa mais do que rentabilidade

Liquidez é a facilidade de transformar a aplicação em dinheiro sem perdas. Para reserva de emergência, essa característica costuma ser mais valiosa que o rendimento absoluto.

Produtos como Tesouro Selic e títulos com liquidez diária costumam ser as melhores opções para curto prazo. Eles acompanham a Selic e apresentam baixa volatilidade.

Objetivos com data marcada: como casar vencimento com necessidade do dinheiro

Se você tem uma data específica — viagem, entrada de imóvel ou pagamento — combine o vencimento da aplicação com essa data. Assim evita resgates antecipados e perdas potenciais.

No médio prazo, busque equilíbrio entre taxa e carência. Para prazos longos, foque em otimizar retorno e impacto do imposto de renda na aplicação.

Regra simples: se precisa do dinheiro a qualquer momento, prefira liquidez diária. Se pode esperar até a data combinada, escolha produtos com melhor taxa e vencimento alinhado ao objetivo.

Quanto investir e por quanto tempo: exemplos de aplicação com valores diferentes

Pequenos aportes pedem análise simples; grandes somas exigem cuidado com a segurança. A seguir, dois exemplos práticos que mostram como comparar taxas, imposto e proteção do capital.

Exemplo com aporte menor: R$ 5.000 a R$ 20.000

Suponha R$ 10.000 por 1 ano. Uma LCI isenta oferecendo 85% do CDI pode superar um título tributado que pague 100% do CDI após descontar IR. Em 2 anos, a queda do IR favorece o título tributado, mas o cálculo deve considerar rentabilidade líquida.

Tradução prática: não compare só a porcentagem do indexador. Calcule o retorno líquido e veja qual valor final fica no seu bolso.

Exemplo com aporte alto: R$ 300.000 a R$ 1.000.000

Com R$ 600.000 o fundo garantidor vira ponto central. O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição e há teto agregado de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Divida a aplicação entre emissores para manter cobertura de 250 mil e reduzir risco. Assim, a melhor taxa deixa de ser prioridade absoluta; segurança e liquidez vêm antes de otimizações finas.

Regra prática: primeiro defina segurança e liquidez que você precisa; depois busque a maior rentabilidade possível dentro desse limite.

Alternativas para comparação: Tesouro Direto como régua de mercado

O Tesouro Direto funciona como uma régua prática para comparar opções de renda fixa. Ele reúne títulos com perfis distintos e mostra se uma oferta bancária é competitiva.

Tesouro Selic para estabilidade e baixa volatilidade

O tesouro selic é indicado para reserva de emergência. Tem baixa volatilidade e segue a taxa Selic, o que reduz surpresas no curto prazo.

Oferece liquidez maior que muitos títulos privados, por isso é usado quando o objetivo é segurança com acesso rápido ao dinheiro.

Tesouro IPCA+ para proteção contra inflação

O tesouro ipca combina correção pelo IPCA com uma taxa fixa. Serve para preservar poder de compra no médio e longo prazo.

Nas simulações, o Tesouro IPCA+ (com taxa de custódia de 0,2% a.a. e imposto renda aplicado) resultou em R$ 1.087.953,90 em 1 ano e R$ 1.191.037,41 em 2 anos.

Lembre que esses títulos pagam imposto renda e podem ter custos que reduzem o retorno líquido. Use o Tesouro Direto como padrão: se um título bancário não supera essa régua, talvez não valha a troca em termos de risco e rendimento.

Onde encontrar CDB e LCI com boa taxa: bancos e plataformas e o papel dos bancos digitais

No mercado atual, plataformas e bancos digitais competem por clientes com ofertas atraentes de produtos atrelados ao CDI. Essas promoções surgem em bancos médios, corretoras e contas digitais que precisam captar dinheiro rápido.

Contas que pagam CDI: exemplos e condições

Alguns exemplos reais ajudam a entender o cenário: Sofisa Direto (110% do CDI), Mercado Pago (até 120%), Neon (até 150% via CDB), PagBank (até 130%), Inter (100%). Atenção: “até” costuma vir com limites de saldo, prazo mínimo ou produto específico.

O que checar antes de aplicar

Antes de contratar, confirme a instituição emissora, o indexador (CDI/Selic/IPCA), prazo e liquidez. Veja se há carência, limites por conta e cobertura do FGC. Ler a lâmina do produto evita surpresas.

Compare uma conta que promete render CDI com um título tradicional: condições como início do rendimento, teto por saldo e resgate podem reduzir a taxa efetiva. Simule o retorno líquido e compare com a régua do tesouro direto. Se a taxa líquida não compensar o risco, busque alternativas mais seguras.

Mini-checklist de contratação: leia a lâmina, confirme vencimento, entenda regras de resgate, verifique cobertura do FGC e simule o retorno líquido antes de investir.

Conclusão

Uma conclusão prática ajuda a decidir com clareza: compare sempre o resultado líquido e o risco antes de aplicar.

Com juros altos, em nossas simulações a poupança ficou atrás de títulos atrelados ao CDI e de produtos isentos no curto e no médio prazo. O imposto regressivo favorece aplicações tributadas em prazos maiores.

Regra simples: (1) defina prazo e liquidez; (2) calcule o retorno líquido; (3) respeite limites do FGC e diversifique emissores.

Um certificado bancário costuma fazer sentido para quem busca seguir o CDI e aceita prazos longos ou liquidez diária. Já a LCI brilha quando a isenção de IR compensa e o investidor admite carência.

Finalize simulando com seu valor e prazo e compare sempre pelo líquido, não apenas pela taxa anunciada. Diversifique e use Tesouro Selic/IPCA+ como régua de mercado.

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